Dra, a senhora pode falar com meu animal que morreu???

Muitas pessoas me procuram querendo uma comunicação com um animal que já habita um outro plano da existência. Estas pessoas estão sofrendo terrivelmente pois não conseguem se desligar de quem partiu.

Lembrei-me recentemente de uma cena: eu vivia em Minas Gerais e estava andando de carro por uma estrada de terra, quando vi deitado no chão um bezerro já em seus últimos momentos. Como veterinária o “certo” seria tentar de tudo para que ele continuasse vivendo. Mas naquele momento, que ficou marcado para sempre em minha memória, foi como se eu estivesse em um estado de consciência alterado, pois tive a visão clara de que tudo aquilo era mais do que perfeito.

Senti que meu papel era observar, orar e respeitar a vontade maior de um Ser que sabe o que faz. Pude perceber com todo o meu ser, o quanto a morte faz parte da vida, o quando é normal e pacífica.

Sempre digo que o Universo necessita de uma desculpa qualquer para nos retirar deste plano e nos transportar para outro plano da existência. A desculpa pode ser uma doença, um acidente, um desaparecimento… qualquer coisa. Claro que nosso dever é buscar sempre a saúde e uma vida plena em todos os sentidos, mas quando algo muito grave chega e leva embora um ser que amamos muito, penso que para nós que ficamos há uma lição muito preciosa, que consiste numa das tarefas mais importantes para realizamos durante a vida.

Esta tarefa chama-se SOLTAR. Soltar em direção à vontade maior, que não compreendemos e nem precisamos compreender. Deixar partir.

Quando um ser muito amado parte, nasce no coração uma gratidão tão imensa! Sentimos como foi abundante o tempo que pudemos compartilhar com este ser, sentimos o quanto de generosidade foi derramada sobre nós.

E o que poderia ser fonte de grande tristeza, instantaneamente torna-se um rio de alegrias das boas lembranças, do tempo compartilhado, dos grandes aprendizados.

Só gratidão e nada mais.

Para fechar, fazemos uma singela cerimonia: dizemos ao ser amado que partiu, tudo que está em nossos corações, despedimo-nos com um sorriso e abrimos nossos lindos corações para acolher mais um dos milhões de animais abandonados e sofridos que esperam por um lar amoroso.

“Ah, dra Sheila, eu entendo… eu sei que tudo isso é lindo e ideal… mas tenho TANTAS saudades do meu animalzinho…ele era TUDO para mim…”

Sabe o que posso te dizer, para consolar?

Adote um animal abandonado e toda essa saudade vai ser TRANSMUTADA, com a ajuda dos seres de luz.

 

Comunicação com Chico Gato!

Comunicação Intuitiva com Animais – Relato

Meu nome é Ana Lucia e sou médica veterinária formada pela USP. Moro em SP – capital.

Sempre tive em meu interior o desejo da comunicação com outras espécies. Sempre existiu dentro de mim um questionamento sobre o que esses seres realmente querem nos falar, principalmente os nossos animais. Talvez pelo fato de muitas vezes vê-los assustados e incompreendidos dentro do ambiente hospitalar com o qual lido.

Com esse questionamento e com uma vontade de mudar minha visão, conheci no final de 2015 a Sheila Waligora com o curso de Comunicação Entre Espécies.

Através desse curso e com os valiosos ensinamentos da Sheila pude entrar em um gratificante mundo cheio de descobertas. Gratificante e ao mesmo tempo desafiador.

E assim, aberta a esses novos caminhos cada dia vivencio um novo aprendizado. Com isso, a medicina veterinária e a relação com meus pacientes tomaram um outro rumo. A ajuda a qual posso fornecer tem se tornado plena.

Isso aconteceu com um de meus pacientes, um caso recente.

O Chico é um gatinho muito especial em minha vida. Já o hospedei em minha casa (em outra ocasião) por conta das férias de seu tutor (uma pessoa muito querida, a qual considero um irmão) e que tem um amor incondicional pelo Chico.

No mês de maio/2016 o Chico (srd, aproximadamente 4 anos), até então saudável, começou a apresentar apatia e febre. Passou a se alimentar menos e a ficar escondido em um canto. Como gatos possuem a característica de esconder os sintomas quando algo não está bem, somente depois de dois dias nessas condições recebi a notícia de que o Chico precisava de um médico.

Imediatamente pedi que fosse trazido até mim e aí começou a história dele.

Foram realizados vários exames (todos até então com resultados normais) porém, ele continuava com febre.

Preferi mantê-lo em minha casa por possuir melhores condições de administrar os medicamentos.

Mas, apesar de toda a atenção e cuidados o Chico entrou em um estado de apatia muito grave, parou de se alimentar completamente e não reagia a nenhum medicamento. Parecia em tristeza profunda (o foco da possível infecção não conseguíamos descobrir através dos exames).

Como consequência (por ter parado de se alimentar) já não defecava e urinava normalmente. Os seus exames de sangue e urina começavam a apresentar alterações em decorrência disso.

Um gato sem se alimentar entra em processo de falência dos órgãos muito rápido se nada for feito.

Como última alternativa teríamos a internação em uma UTI e a sonda nasogastrica para forçar a alimentação. Todas as minha alternativas para fazer com que o Chico voltasse a se alimentar estavam se esgotando.

Via aquele gatinho doce e frágil aos meus cuidados triste e prostrado, sofrendo longe de casa e do seu amigo. Como poderia deixar o Chico em uma UTI, forçando a alimentação, cheio de acessos e pessoas estranhas ?! Apesar de ser necessário, sei também que esse é um ambiente que traria mais sofrimento ainda para o Chico. Ele só pioraria.

Foi aí que entrou a comunicação e todo o meu conhecimento sobre o assunto até então. Era a alternativa para fazer o Chico entender o que estava se passando e como poderia me ajudar a ajuda-lo.

Nessa certeza resolvi que faria uma alimentação natural, batida em consistência pastosa e daria por seringa diretamente na boca dele. Mas, gatos relutam a qualquer procedimento mais forçado.

Então, através da comunicação iniciei um processo pedindo ao Chico que me ajudasse. Explicava que todos na casa dele estavam com muita saudade. Falava de maneira clara e gentil que lá (sua casa) já não era mais a mesma, ele era um gatinho especial e precisava voltar. Descrevia como estava o ambiente sem ele e prometi que se ele voltasse a comer o levaria de volta (estipulei uma data por ocasião de uma festa que teria em sua casa) e dizia diariamente: “- Chico, você precisa estar lá!”

Pedi que seu tutor viesse visitá-lo e também se comunicasse com ele, usando todo o amor possível. Assim foi feito. No dia da visita, o Chico olhava, compreendia e já na madrugada demonstrou sinais que queria reagir.

A cada comunicação o Chico respondia querendo voltar. Permitiu que eu o pegasse no colo e desse a alimentação pastosa. Primeiro pouca quantidade na seringa. Mas, eu insistia em me comunicar com ele, explicava sobre os remédios e que era necessário voltar a comer, só assim ele retornaria ao seu lar.

Assim, no período mais crítico e grave a cada duas horas eu repetia o processo. Confirmava através da comunicação a data que o levaria de volta e a necessidade em permitir que eu administrasse os remédios e a alimentação. Falava também sobre a saudade que seu amigo sentia e a falta que o Chico fazia para ele.

O Chico respondia deixando que eu fizesse todos os procedimentos. Já não reagia de forma agressiva a manipulação estressante que é abrir a boca e forçar algo. Gradativamente fui aumentando a quantidade de alimento e ele aceitava.

Assim foi durante uns dias. Porém, para retornar para a Festa em sua casa o Chico precisava comer sozinho. Pedi através da comunicação mais esse esforço. Sempre deixava claro através da minha comunicação com ele cada passo de nosso tratamento e completava: “- Chico, você precisa voltar para o seu lar e amigo que o ama!”

Em um momento ao me comunicar e ao oferecer a ração até então rejeitada, ele me olha e pega um pouquinho com a boca, sozinho. Foi uma felicidade! A cada comunicação, o Chico me compreendia e reagia.

Desse momento em diante, eu tive a certeza que ele queria muito voltar para sua casa. E eu estava ajudando para que isso acontecesse.

Depois disso o Chico ainda ficou comigo por mais uns dias. Voltou gradativamente a comer sozinho e normalmente. Todas as suas funções estavam restabelecidas e ele já brincava pela casa. Eu agradecia o Chico por cada avanço.

Repetimos todos os exames e estavam normais. Suspendi os medicamentos aos poucos.

Assim, o Chico já podia voltar para a sua casa, na data que eu afirmei para ele que voltaria e que nós (eu, o Chico e seu amigo) nos esforçamos para que acontecesse.

Então, no dia 13/junho, na Festa de Santo Antônio de Pádua, feliz e saudável ele estava em seu lar. O Chico mora em uma Igreja e Santuário de São Francisco de Assis.

Muitas coisas contribuíram para o restabelecimento da saúde do Chico. Porém, não resta nenhuma dúvida que a Comunicação entre nós (humanos e gato) foi essencial! E sou muito feliz por isso.

Agradeço a você Sheila por ter me apresentado a esse novo Mundo.

E essa sou eu e o Chico no dia em que ele voltou para casa.

Ana Lucia Armigliato
Médica Veterinária (CRMV – 14711)
Especializada em Medicina Veterinária Chinesa e cursando pós graduação em Clínica Médica de Felinos Agosto/2016

As formiguinhas

Começo esta semana de novembro com o tema das formigas.

 

formigasElas têm muito a nos ensinar quando se trata de introduzir a comunicação intuitiva com animais no Brasil. Há anos venho me dedicando a este trabalho, com cursos, palestras, consultas, um livro e 4 Cd’s publicados. Até que, recentemente, iniciei o projeto de formar comunicadores profissionais no Brasil, um verdadeiro e autentico sonho a se tornar realidade! Confesso que nesses anos todos, desde que comecei com este trabalho no Brasil, me deixei desanimar não apenas uma vez…

É aí que entram as formiguinhas: estar à frente de uma escola é uma tarefa e tanto! Explico: o ser humano é um bichinho complexo e muitas vezes complicado também, cheio de gostos e idéias, conceitos e conhecimentos. Muitas vezes o ser humano tem dificuldade de colocar uma meta e seguir em frente sem se deixar interromper pelos obstáculos garantidos que surgem em qualquer caminho de aprendizado. Sem mencionar as projeções inevitáveis: no professor, no trabalho, nos colegas. E sem falar também no saudável espírito crítico, sempre pronto a ver o que falta em vez de ver o que tem!

Bem, dito isto, voltemos às formiguinhas: trabalham incansavelmente pelo seu objetivo. Não param porque o terreno é acidentado, porque está chovendo, ventando, tem muito sol ou muito frio. Elas simplesmente fazem o que se propõe a fazer e vão atravessando os obstáculos um a um, minuto a minuto, dia após dia.

É um exemplo e tanto, vocês nao acham?

Amo as formigas e entre tantos outros animais e seres que me inspiram a seguir em frente, sem dúvida elas estão em primeiro lugar. Graças a elas em breve vamos ter comunicadores formados no Brasil e numa escola brasileira! Neste momento a história vai mudar e para melhor! Pois quanto mais humanos estiverem fazendo este trabalho maravilhoso por aqui, mais a realidade da nossa relação com os animais vai mudar e evoluir e a tão necessária cura nas relações homem- animal vai se instalar.

Uma formiguinha só não faz verão, mas um exército de formiguinhas é capaz de mover montanhas!

Sinto-me bem feliz por ousar começar a formar este “exército do bem” por aqui.

E viva as formiguinhas… que parecem seres pequenos e frágeis…!

Encontro!

No silêncio, um encontro inesperado consigo mesmo,

encontro cada vez mais raro nos nossos ocupados dias.

Por isso mesmo, nos retiramos para vivênciá-lo

em profundidade máxima.

Surpresas inesperadas! Segredos desvelados.

Mágicos acontecimentos. Situações inesperadas.

Por alguns momentos, o encontro com a criança esquecida.

E o “eu” que ainda não se manifestou

pode finalmente dar sinal de vida.

Simplesmente precioso demais:

perceber e vivenciar este

grande renovador mundo do silêncio.

Compartilhando vivências!

Compartilhando vivências…

Peço licença para compartilhar uma experiência que tive com minha cachorrinha de 4 anos, a Jujuba, uma fêmea da raça Shih tzu.

Estive no mês de maio preparando minha mudança para uma casa nova e quis que a transição para ela fosse suave. Desta forma, procurei me comunicar com ela durante esse período enviando imagens da casa nova com mensagens de carinho e boas vibrações. Mostrando os cômodos e afirmando que o cantinho dela seria muito aconchegante.

Após uma semana da mudança, constatei que a adaptação havia sido um sucesso!

Ela se sentia em casa e tranqüila com o novo espaço, inclusive acertou de cara o lugar onde deveria fazer as suas necessidades, algo que eu também havia orientado através da comunicação.

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Sou grata a Sheila pela oportunidade de conhecer e viver essa magia da comunicação com os nossos animais.

Sou grata a Jujuba pela oportunidade e confiança, e pelo amor diário.

 

Milena Buschinelli

Taubaté – SP

Junho, 2016

Ousadia

“A segurança é, na verdade, uma superstição. Ela não existe na natureza… Ou a vida é uma ousada aventura ou não é nada.” Helen Keller

Procurando como começar este post, encontrei esta frase no livro Atos de Poder, de Carolyn Myss.

Achei interessante e pensei que na verdade foi a frase que me encontrou e não o oposto…

Carolyn diz que a coragem ( um belo tema para quem quer se tornar um comunicador entre espécies no Brasil!) afeta o que queremos fazer por nós mesmos, bem como o que queremos fazer por mais alguém. Muitas vezes vemo-nos em situações em que ajudar um outro ser, com a comunicação intuitiva, desafia as regras ou a vontade da tribo social à qual pertencemos. Nessas experiências temos que decidir se temos a coragem de agir de acordo com nossa intuição, ou se reprimimos essa orientação por medo do julgamento ou de passar vergonha diante da tribo.

Atitudes!

ATITUDES PARA DESENVOLVER A COMUNICAÇÃO ENTRE ESPÉCIES

Mais do que qualquer outro fator, sua atitude em relação aos animais influencia quão receptivo voce é para a comunicação e o quanto voce deseja se comunicar com eles. Pense nisso!

1. Seja humilde e receptivo e deixe que os animais o ensinem.

2. Acredite na sua habilidade intuitiv de enviar e receber comunicação telepática. Não desmereça jamais a sua percepção das impressões, imagens e mensagens que recebe.

3. Cultive tranquilidade mental.

4. Cultive flexibilidade mental.

5. Pratique sentir-se em paz.

6. Esteja alerta e calmo.

7. Deixe que a comunicação assuma sua própria forma.

8. Pratique com uma ampla variedade de animais.

Como desenvolver esses pontos acima?

Praticando meditação diariamente, de início por 10 minutos uma vez ao dia, até conseguir meditar por no mínimo 20 minutos por dia. Considero que o que a meditação representa para nosso espírito é o mesmo que a respiração representa para nosso corpo fisico!

Como aprender a meditar? Procure um instituto ou linhagem spiritual que te inspire confiança. Ou venha para um dos meus cursos e começe a praticar com a gente!

O Poder da Entrega

Uma amiga me pediu para ir ao terreno dela, para perguntar aos seres do local onde construir a casa.

Minha felicidade foi imensa, pois não me chamam muito para fazer isto, que na verdade é o que considero ser a minha missão nesta vida. Senti tanta gratidão e tanta felicidade que só quem sabe o que a comunicação entre espécies significa para mim, poderá entender.

Então, fui ao terreno sozinha hoje cedo. O silêncio era absoluto, assim como a beleza do local era absoluta! Ali não tinha nada demais, pois é apenas um terreno, com terra, mato, árvores, ar puro e muita presença de silêncio. Deixei a bicicleta na beira do caminho de terra, cumprimentei os seres sutis, pedi licença para entrar e entrei o máximo que pude terreno adentro, na área que já está roçada. Sentei no chão, fechei os olhos e lá fiquei por não sei quanto tempo pois não medi.

Não aprendi ainda como descrever a sensação de estar dentro do coração do silêncio, de ser completa e absolutamente feliz sem querer ou esperar coisa alguma e de estar em completa união com tudo à sua volta. E neste espaço imenso de nada querer, nada esperar, veio a primeira resposta à pergunta da minha amiga. A resposta veio com clareza absoluta, como uma flecha, certeira e sem deixar espaço para qualquer dúvida.

Minha coragem de me colocar à disposição para ser um canal de comunicação entre os seres sutis e os seres humanos, traz a maior das realizações que eu possa conceber. Nem que eu vivesse isso apenas uma vez, já teria sido suficiente e já teria valido a pena viver, apenas por isso.

Fazer uma pergunta aos seres sutis que vivem num ambiente de natureza ainda pura- ao menos naquela área rural específica- e receber uma resposta clara e límpida, é algo carregado de mágica e esplendor. Sou grata por ter sido escolhida para este trabalho tão elevado e com tanto que recebo de todos os seus sutis, definitivamente posso dizer que nada me falta.