O Poder da Entrega

Uma amiga me pediu para ir ao terreno dela, para perguntar aos seres do local onde construir a casa.

Minha felicidade foi imensa, pois não me chamam muito para fazer isto, que na verdade é o que considero ser a minha missão nesta vida. Senti tanta gratidão e tanta felicidade que só quem sabe o que a comunicação entre espécies significa para mim, poderá entender.

Então, fui ao terreno sozinha hoje cedo. O silêncio era absoluto, assim como a beleza do local era absoluta! Ali não tinha nada demais, pois é apenas um terreno, com terra, mato, árvores, ar puro e muita presença de silêncio. Deixei a bicicleta na beira do caminho de terra, cumprimentei os seres sutis, pedi licença para entrar e entrei o máximo que pude terreno adentro, na área que já está roçada. Sentei no chão, fechei os olhos e lá fiquei por não sei quanto tempo pois não medi.

Não aprendi ainda como descrever a sensação de estar dentro do coração do silêncio, de ser completa e absolutamente feliz sem querer ou esperar coisa alguma e de estar em completa união com tudo à sua volta. E neste espaço imenso de nada querer, nada esperar, veio a primeira resposta à pergunta da minha amiga. A resposta veio com clareza absoluta, como uma flecha, certeira e sem deixar espaço para qualquer dúvida.

Minha coragem de me colocar à disposição para ser um canal de comunicação entre os seres sutis e os seres humanos, traz a maior das realizações que eu possa conceber. Nem que eu vivesse isso apenas uma vez, já teria sido suficiente e já teria valido a pena viver, apenas por isso.

Fazer uma pergunta aos seres sutis que vivem num ambiente de natureza ainda pura- ao menos naquela área rural específica- e receber uma resposta clara e límpida, é algo carregado de mágica e esplendor. Sou grata por ter sido escolhida para este trabalho tão elevado e com tanto que recebo de todos os seus sutis, definitivamente posso dizer que nada me falta.

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